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Mostrando postagens de agosto, 2017

Tristeza

Como um mirante solitário cercado pelo céu de uma noite sem estrelas, com o som das ondas a quebrar, e apenas as nuvens cinzentas correndo por vezes e uma lua solitária parada no ar. Como um violino solene tocando sozinho em meio a um palco vazio, sem plateia, e apenas alguns refletores sobre si. A tristeza, os seus problemas e um fio de esperança, que nos mentém a lutar. Lutar, que talvez seja apenas não desistir, resistir e acreditar, mesmo sem ver, que a vida vai mudar e que as coisas vão acontecer. Se manter, mesmo sem ter nada a querer ou, por hora, a desejar, além daqueles desejos inalcançáveis que, por mais que neguemos, a nós mesmos não podemos mentir ou negar. Segura a onda, seca o olho, ainda que metaforicamente. Não digo nem que levante a cabeça, mas, se mantenha, coração, porque eu não pretendo e nem quero parar. (Eu tava em um branco muito grande, sem conseguir escrever direito e completamente irritado, mas acabei escrevendo isso e acho que não ficou tão rui...