Eu acredito que eu posso dizer, com uma boa dose de certeza, que eu sempre fui um cara sonhador. Bem, ao menos até agora. Estava aqui remoendo esse tema mais uma vez e acredito que reuni algumas observações que posso compartilhar com vocês. Há algum tempo atrás eu assisti um filme chamado “O lado bom da vida”, uma adaptação do livro de mesmo nome, que eu acabei lendo algum tempo depois. Aviso: leves spoilers sobre a história nesse parágrafo. O próprio título do filme/livro é interessante, pois o personagem principal acredita firmemente no “lado bom” das coisas, mesmo com todas as adversidades da sua vida (e acreditem, estas são muitas). Não preciso dizer que, como cara sonhador que sempre fui, me identifiquei com o personagem de cara. Na época eu preferi o final do filme (não, eu não vou contar o final), por ser mais alegre que o do livro, hoje em dia eu fico pensando sobre isso. Na história, o protagonista diz não gostar de muitos dos clássicos literários, por possuírem fina...
Como um mirante solitário cercado pelo céu de uma noite sem estrelas, com o som das ondas a quebrar, e apenas as nuvens cinzentas correndo por vezes e uma lua solitária parada no ar. Como um violino solene tocando sozinho em meio a um palco vazio, sem plateia, e apenas alguns refletores sobre si. A tristeza, os seus problemas e um fio de esperança, que nos mentém a lutar. Lutar, que talvez seja apenas não desistir, resistir e acreditar, mesmo sem ver, que a vida vai mudar e que as coisas vão acontecer. Se manter, mesmo sem ter nada a querer ou, por hora, a desejar, além daqueles desejos inalcançáveis que, por mais que neguemos, a nós mesmos não podemos mentir ou negar. Segura a onda, seca o olho, ainda que metaforicamente. Não digo nem que levante a cabeça, mas, se mantenha, coração, porque eu não pretendo e nem quero parar. (Eu tava em um branco muito grande, sem conseguir escrever direito e completamente irritado, mas acabei escrevendo isso e acho que não ficou tão rui...