Ele escreveu até que a noite caiu, quando por fim se jogou novamente no sofá, coberto com o seu próprio casaco. Algumas folhas amassadas jogadas pelo chão próximo à mesa, o porta-lápis ainda caído no chão perto da escada. Agora apenas as fracas luzes das estrelas e das casas ao lado entravam pela janela, o tom amarelo foi cedendo lentamente ao laranja e, então, ao azul da noite e o branco das luzes. O garoto estava deitado, ainda com os olhos abertos e o pensamento voando por algum lugar que só ele conhecia. Limpou uma lágrima do canto do olho e então decidiu se levantar, de um salto estava de pé e colocava novamente o casaco, pegava as chaves no móvel ao lado da porta e saía porta-afora. Era uma noite fria, o céu azul da noite era pontilhado por poucas estrelas e o cinza de algumas nuvens aqui e acolá, pegou a sua bicicleta que estava encostada ao lado do muro externo da casa, uma das poucas coisas que já estavam na casa nova, e se pôs a correr pela cidade, as luzes acesas passavam como borrões brancos enquanto ele pedalava pela pequena cidade, passando por casas, prédios e pessoas que andavam pelas ruas em um sábado à noite, as lágrimas corriam e se perdiam em meio à imensidão da noite. Em pouco menos de uma hora ele já pedalava por uma longa rua, ladeada por árvores e construções antigas de um lado e casas, prédios baixos e casarões modernos, um dos contrastes únicos dos bairros mais ricos da cidade. No final da rua uma pequena praia e uma grande pedra de um dos lados da faixa de areia que a compunha, com pessoas andando de um lado para o outro conversando animadas, alguns festejavam não muito longe dali, outros estavam sentados nos bancos espalhados pela pequena orla. Tudo remetia à alegria, mas o garoto não conseguia a absorver se não como impulsos agridoces de tudo aquilo que ele outrora já havia admirado e transpirado, como as paisagens e o frio da noite; em outro momento toda essa atmosfera o cobriria de felicidade, mas tudo isso agora havia sido manchado por um outro sentimento. O garoto parou a bicicleta perto da pedra de qualquer maneira e a subiu correndo, parou de pé próximo ao mar, observando o horizonte, as luzes da cidade e as pessoas na praia com suas expressões felizes e distraídas, paradas em quiosques ou caminhando, e algumas poucas também em pé ali naquela pedra admirando o horizonte, todas parecendo conversar com alguém e um sorriso nos rostos. O meio sorriso de alegria misturado a amargor voltou a perpassar o seu próprio rosto, ele pegou um pequeno pedaço de papel dobrado de um dos bolsos de seu casaco, ficou o observando e mexendo nele nervosamente com suas mão sem o abrir, imerso mais uma vez em seus pensamentos, por fim o segurou firme em uma das mãos e fez um movimento para o jogar no mar, contudo, parou de repente no meio do movimento e ficou ali, parado, com o papel na mão, em meio ao brilho das estrelas, das luzes da cidade, do azul da noite refletido ainda mais pelo mar.
"Falaí", pessoal, beleza? Acho que já está na hora de eu me apresentar, né? (Se é que tem alguém lendo aí haha) Meu nome é Allan Pitanga e sejam muito bem-vindos ao meu blog: As Crônicas de Allan! Pra todo mundo aí que não tá entendendo bulhufas do que está acontecendo por aqui - e imagino que sejam quase todos! rs Calma aí que eu vou tentar explicar. Eu criei esse blog com, basicamente, dois objetivos; o primeiro seria ter um espaço pra eu poder publicar os meus textos aleatórios que eu tanto gosto de escrever, e, o segundo, me obrigar a escrever com uma certa periodicidade durante um certo tempo. Bem, como eu já falei, eu gosto bastante de escrever, o problema é que eu não sou nem de longe um escritor genial. Algumas pessoas gostam de alguns textos que eu escrevo, mas é só isso, eu não sou tão articulado nem escrevo tão naturalmente da forma como eu imagino que algumas pessoas que eu conheço e já tive contato parecem escrever, tudo que eu sinto que possa passar ...
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