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Mostrando postagens de julho, 2017

Adjetivos

Escrevo e reescrevo. Apago tudo, escrevo de novo. Por vezes eu amo, por vezes eu odeio. Na verdade tudo isso reflete muito de como eu me vejo. Eu acerto e erro, e por vezes me amo, por vezes me odeio. Erro e erro nos mesmos erros, é impressionante. É difícil dizer o que sinto mais por mais tempo na maior parte do tempo. Já houve um tempo em que eu estivesse tranquilo, pensando que tudo estava seguindo nos seus trilhos, do jeito que eu imaginava. Não que eu não tivesse problemas, mas simplesmente porque eu imaginava compreender e entender todos os caminhos possíveis que a vida poderia tomar, e eu estava muito satisfeito, apesar de ser esse ser errante que sou, assim como todos nós, diga-se de passagem. "Tudo a seu tempo, perfeito não posso ser, posso melhorar" Até que o trem da vida pareceu descarrilar, de uma forma que eu não esperava em nenhum dos meus pesadelos. Bem, eu ainda respiro, estou feliz por isso, muito feliz, de verdade. O sorriso do meu rosto se apagou, e talvez...

Apresentação

"Falaí", pessoal, beleza? Acho que já está na hora de eu me apresentar, né?  (Se é que tem alguém lendo aí haha) Meu nome é Allan Pitanga e sejam muito bem-vindos ao meu blog: As Crônicas de Allan! Pra todo mundo aí que não tá entendendo bulhufas do que está acontecendo por aqui - e imagino que sejam quase todos! rs Calma aí que eu vou tentar explicar. Eu criei esse blog com, basicamente, dois objetivos; o primeiro seria ter um espaço pra eu poder publicar os meus textos aleatórios que eu tanto gosto de escrever, e, o segundo, me obrigar a escrever com uma certa periodicidade durante um certo tempo. Bem, como eu já falei, eu gosto bastante de escrever, o problema é que eu não sou nem de longe um escritor genial. Algumas pessoas gostam de alguns textos que eu escrevo, mas é só isso, eu não sou tão articulado nem escrevo tão naturalmente da forma como eu imagino que algumas pessoas que eu conheço e já tive contato parecem escrever, tudo que eu sinto que possa passar ...

À procura da sobrevivência

"Clique" fez a porta sendo trancada pelo lado de dentro. O garoto mais uma vez jogou as chaves em cima do pequeno móvel ao lado da porta e levou as bolsas que trazia até a cozinha, deixou-as ali mesmo e se jogou mais uma vez no sofá, enquanto pegava o celular para conferir as horas. Era de manhã, pouco antes das oito. Ele respirou fundo e se levantou novamente, subiu as escadas, tomou banho, colocou uma camisa quadriculada, tênis um pouco mais formais, rearrumou a mochila, pegou a bicicleta e saiu. Passou em vários locais até que, já por volta das duas e meia da tarde, parou em uma lanchonete e pediu algo pra comer.  Um senhor sentado em um dos cantos do pequeno estabelecimento parou pra prestar atenção nele, que carregava um semblante caído no olhar e por todo o rosto. O senhor era negro e usava uma boina, seu olhar era perspicaz e ao mesmo tempo generoso. "Tudo bem com você, rapaz? Você não parece muito feliz..." O garoto, que estava sent...

Amélia

Era noite. Umas poucas estrelas pontilhavam o céu escuro, enquanto a cidade permanecia se movendo normalmente, carros e ônibus corriam pelas suas rodovias, pessoas andavam pelas ruas, e, dentro de um desses ônibus, uma garota se encontrava sentada, próxima à janela, olhando através, admirando os carros e os postes que passavam, as construções e o céu azul escuro, quase negro, da noite. A luz branca que iluminava o interior do ônibus contrastava um pouco com o exterior mal iluminado daquela via que desembocaria em breve no centro da cidade. A garota em questão possuía cabelos longos e negros como a noite, trajava uma camisa de mangas longas e calça jeans, ambas também pretas, e tênis brancos, já um pouco gastos e surrados, mas daquele tipo de tênis que fica mais legal quanto mais gasto e surrado ele é. Vestia também um par de luvas com os dedos cortados que terminavam de montar o visual arrojado que talvez definisse tão bem a sua personalidade. As pessoas do ônibus por vezes olhavam to...

Uma outra (nem tão pequena assim) história

Ele escreveu até que a noite caiu, quando por fim se jogou novamente no sofá, coberto com o seu próprio casaco. Algumas folhas amassadas jogadas pelo chão próximo à mesa, o porta-lápis ainda caído no chão perto da escada. Agora apenas as fracas luzes das estrelas e das casas ao lado entravam pela janela, o tom amarelo foi cedendo lentamente ao laranja e, então, ao azul da noite e o branco das luzes. O garoto estava deitado, ainda com os olhos abertos e o pensamento voando por algum lugar que só ele conhecia. Limpou uma lágrima do canto do olho e então decidiu se levantar, de um salto estava de pé e colocava novamente o casaco, pegava as chaves no móvel ao lado da porta e saía porta-afora. Era uma noite fria, o céu azul da noite era pontilhado por poucas estrelas e o cinza de algumas nuvens aqui e acolá, pegou a sua bicicleta que estava encostada ao lado do muro externo da casa, uma das poucas coisas que já estavam na casa nova, e se pôs a correr pela cidade, as luzes acesas passavam c...

Uma pequeníssima história ficcional

Ele estava ali, parado na porta daquela nova casa, um jovem, com cabelos castanho-escuros bagunçados, barba por fazer e um pesado casaco bege. Os tons amarelados do sol de uma tarde monótona que já ia pela metade banhavam todo o cenário. Havia uma cerca viva na frente do pequeno quintal que fronteava a modesta e bonita casa, de paredes brancas e telhado marrom, casa essa rodeada também de outras casas, em um bairro residencial. O garoto, de seus vinte e poucos anos, expressava um meio sorriso no rosto, enquanto ficava ali parado com as mãos no bolso do casaco observando o lugar. Passados uns poucos minutos ele decidiu finalmente entrar, sacou as chaves de um dos bolsos enquanto a outra permanecia no lugar, abriu a porta vagarosamente e entrou. Jogou as chaves de qualquer jeito sobre um pequeno móvel e se lançou no sofá que ocupava o meio da sala. De um lado escadas subiam ao segundo andar, uma mesa e uma cadeira se encontravam no lado oposto, sob a janela, defronte ao sofá. Finas cort...